A Bíblia do Jovem PregadorDa Bíblia ao púlpito.

Estudo de Êxodo 1:17

Explicação do versículo

Sifrá e Puá temem a Deus, não fazem o que o rei ordenara e deixam viver os meninos. A frase estabelece explicitamente o motivo de sua resistência: a reverência ao Senhor é maior que o medo do faraó. O temor de Deus não se reduz a sentimento ou linguagem religiosa; aparece em decisão concreta para proteger crianças. A ação delas não é rebeldia por capricho, mas recusa de colaborar com homicídio. O narrador prepara a pergunta do rei nos vv. 18–19 e a aprovação divina nos vv. 20–21. Não se deve converter a passagem em licença para desobedecer a toda autoridade por preferência pessoal; o conflito aqui envolve uma ordem manifestamente criminosa.

Contexto necessário

O verso responde diretamente ao decreto de 1:16 e explica por que a política do rei fracassa.

Palavras no original

O verbo hebraico יָרֵא (yare), “temer”, neste contexto descreve reverência moral a Deus, não simples pânico. O contraste entre temer a Deus e obedecer ao rei é narrativamente decisivo.

Conexões bíblicas

apresenta o favor de Deus; relaciona temor do Senhor à sabedoria; ensina a obedecer a Deus antes dos homens quando há conflito moral.

Teologia e doutrina

A autoridade de Deus estabelece limites à autoridade humana. A fé que preserva vidas é testemunho ético, não meio de comprar salvação.

Questões difíceis

As parteiras tinham obrigação de obedecer ao faraó por ser autoridade? Não quando a ordem exige assassinato. A passagem não promove desprezo generalizado por governos, mas afirma a prioridade da justiça diante de Deus.

Aplicação prática

Cultive convicções antes de enfrentar crises. Em situações de abuso, priorize a segurança de vítimas e busque meios responsáveis de proteção, sem confundir coragem com imprudência.

Fontes

  • Texto bíblico: Êxodo 1:17; Êxodo 2–5; Gênesis 15; Deuteronômio 26; Atos 5:29 (conforme conexões específicas).