A Bíblia do Jovem PregadorDa Bíblia ao púlpito.

Estudo de Gênesis 7:11

Explicação do versículo

A data é precisa dentro do calendário narrativo: ano seiscentos da vida de Noé, segundo mês, dia dezessete. O início das águas é descrito em duas direções: fontes do grande abismo se rompem e comportas dos céus se abrem. Essa linguagem evoca a estrutura aquática de , agora desordenada pelo juízo. Não se deve convertê-la sem mediação em explicação moderna de tectônica, aquíferos ou meteorologia. O texto antigo comunica uma inundação avassaladora mediante imagens de águas inferiores e superiores. A data mostra cuidado narrativo, mas não fixa um ano universalmente aceito da história arqueológica.

Contexto necessário

Depois de sete dias de espera, o versículo explica a origem narrativa das águas; 7:12 destacará a duração da chuva.

Palavras no original

O hebraico usa təhōm ('abismo/profundidade aquática'), ma‘yənōt ('fontes') e ’arubbōt haššāmayim ('janelas/comportas dos céus'). São expressões verificáveis no texto interlinear.

Conexões bíblicas

; 7:4,10,12; 8:2, onde fontes e comportas são fechadas.

Teologia e doutrina

A criação pertence ao seu Criador; as águas que em são ordenadas tornam-se instrumento de juízo contra a violência descrita no capítulo 6.

Questões difíceis

As 'janelas dos céus' eram aberturas físicas na atmosfera? Trata-se de linguagem cosmológica antiga. O texto não exige aceitar um modelo científico literal de janelas.

Aplicação prática

Ao ensinar o dilúvio, distinga o que a Escritura efetivamente afirma das hipóteses físicas construídas para explicá-la.

Fontes

  • Gênesis 7:11; referências bíblicas indicadas nas seções
  • https://www.sbb.org.br/biblia/ARC/GEN.7
  • https://biblehub.com/interlinear/genesis/7-11.htm