A Bíblia do Jovem PregadorDa Bíblia ao púlpito.

Estudo de Êxodo 7:21

Explicação do versículo

Os peixes morrem, o rio exala mau cheiro, os egípcios não conseguem beber sua água e há sangue por toda a terra do Egito. A repetição dos efeitos anunciados no v. 18 mostra que a palavra pronunciada se cumpriu. A praga compromete o ambiente e a subsistência, não apenas a reputação religiosa de Faraó. O relato não detalha a duração de cada consequência nem permite quantificar as perdas humanas e econômicas.

Contexto necessário

O narrador descreve os efeitos da transformação do Nilo depois do golpe diante de Faraó.

Palavras no original

O vocabulário relativo ao mau cheiro, à morte dos peixes e à impossibilidade de beber intensifica a dimensão material da praga. O termo *dam* («sangue») retoma o anúncio dos vv. 17 e 19.

Conexões bíblicas

Êx 7:17–19,21,24; 1:22; Sl 78:44; Sl 105:29.

Teologia e doutrina

O Senhor confronta a falsa segurança de um poder que oprime e não consegue preservar sua própria fonte de vida. É inadequado converter a narrativa em regra de que toda crise ambiental é punição por pecado específico.

Questões difíceis

«A praga foi só uma mudança de cor?» O texto relata morte de peixes, mau cheiro e impossibilidade de beber. Uma leitura que omita esses efeitos empobrece a narrativa.

Aplicação prática

Ao estudar crises coletivas, considere as consequências para alimentação e acesso à água, especialmente para famílias pobres. Não trate a dor de uma população como simples ilustração de sermão.

Fontes

  • Êxodo 7:17–21
  • Salmo 105:29